
FILAMENTOSAS
2020
Desenho com caneta nanquim sobre papel canson e aquarela
Dimensões variadas
Os desenhos foram elaborados durante a primeira fase de isolamento social da pandemia causada pela covid-19. A composição ocorreu entre março e maio de 2020 e teve como premissa o uso dos frascos de tinta e 60 canetas nanquim, os papéis disponíveis que tinha em casa enquanto o comércio se encontrava fechado. A obra busca a ideia do alastramento centrado no processo de regeneração da natureza, quando a ausência da humanidade e sua respectiva destruição ambiental. Os desenhos, expressivamente linhas, são algas filamentosas que se espalharam pelos tocos de árvores do mangue devastado, que no desenho atingiram outras partes do bioma que se encontram sob risco de morte. Palimpsestos ambientais, metáforas e ficções entre natureza como regeneradora das destruições humanas, à arte como regeneradora do homem, de sua natureza política, educacional e da consciência humana, diante do planeta que habitamos.













